Oficinas Sobre Processo de Criação de Histórias

Juntamente do lançamento de “Reparos”, vou ministrar duas palestras gratuitas em que demonstrarei os passos e técnicas que utilizo para elaborar minhas histórias.

Vamos abordar os métodos que uso para:

  • Ter ideias;
  • Identificar erros na história;
  • Ser sutil no enredo;
  • Criar personagens;

Vamos abordar minhas 3 publicações criticamente, “Jesus Rocks”, “Feliz Aniversário, Minha Amada” e “Reparos”.

A primeira está na Quanta, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 17h, como o banner acima. Para se inscrever, é só ligar no (11) 5083-8425.

E a segunda será em Jundiaí, na Alfa 2 Estúdio, dia 8 de novembro, às 19h. E as inscrições serão via o email contato@alfa2estudio.com.br, conforme a imagem abaixo.

“Reparos” nasceu!

Depois de 2 anos de produção, está chegando a hora de lançar “Reparos“!

É meu projeto que foi selecionado ao ProAC 2016 e é baseada no relacionamento do meu avô materno.

Essa é a capa e ele já está à venda pelo site braobarbosa.com/reparos.

O livro tem 84 páginas de miolo, colorido, 19×27,5cm com capa cartonada.

Publicação independente, com cores da Mariane Gusmão e edição do Eduardo Damasceno.

E além do livro em si, também fiz um podcast contando os bastidores da produção do álbum. São 5 episódios que você pode ouvir tanto sobre “Reparos”, como sobre vários outros quadrinhos nacionais, já que eu conversei com vários amigos quadrinistas também. Para acessar é só ir em braobarbosa.com/reparos/makingofreparos.

Você pode assinar o feed do podcast também porque será mais um canal de comunicação. Vou postar algumas novidades por lá daqui pra frente também! 😉

Manual do Quadrinista Mirim

Vários Quadrinistas depois da CCXP 2016

Ou “Como sua mesa nas convenções de quadrinhos possui mais detalhes que aparenta”

Texto escrito por Brão Barbosa, com contribuições de Luciano Salles, Gustavo Borges, Eric Peleias, Pedro Balboni, Digo Freitas, Vencys Lao, Herbert Berbert e Estevão Ribeiro.

O primeiro evento de quadrinhos que fui para expor minhas histórias foi o FIQ/2011. Lembro do misto de pavor, insegurança e timidez que me abatia toda vez que um possível leitor se aproximava das minhas HQs. De lá pra cá venho buscando estratégias para driblar esses pormenores e ao perceber que vários colegas também passam por isso, comecei a conversar com eles e chegamos a algumas conclusões que nos trazem resultados.

Este texto é tanto uma forma de compartilhar essas questões para quadrinistas de primeira viagem como um convite ao diálogo aos que já passaram e passam por essa situação. Abaixo estão as minhas sugestões, que estão longe de serem verdades absolutas:

  • Está lançando seu primeiro trabalho? As pessoas precisam te descobrir, certo? Então por que não deixar o arquivo digital (PDF, CBR, MOBI) disponível pra download gratuitamente? “Pô, Brão, mas eu preciso valorizar meu trabalho” Mas é claro! Só que aí temos alguns pontos a respeito que tenho que agradecer muito o Fabio Yabu por ter aberto meus olhos a respeito:
    • Você não vai ficar rico com sua primeira HQ (infelizmente, é provável que nem com a segunda, terceira, ou…). Por que não abrir mão de alguns trocados por feedback e construção de público?
    • Aliás, acredito que disponibilizar os arquivos digitais se mostrou uma excelente forma de divulgação. Não são poucos os leitores que chegam à minha mesa em eventos dizendo “Cara, eu li suas histórias em PDF. Agora quero levar os impressos”. 🙂
  • Divulgação prévia. Divulgue muito. Como disse, disponibilizar o arquivo conta e conta muito. Mas use suas redes sociais e envie material para os veículos. UniversoHQ, Pipoca e Nanquim, Quadrim e muitos outros costumam fazer listas das obras que serão lançadas nos eventos. De preferência, envie um exemplar pra eles e/ou entregue no evento para os jornalistas. Você corre o risco de receber uma resenha do seu trabalho e isso é excelente pra você.
  • Divulgação no próprio evento é muito importante também. Mas é diferente. Muitas vezes a pessoa se interessa pelo seu trabalho mas não pode levar no momento, então tenha sempre em mãos cartões, marcadores de página e outros materiais que possam conter seus contatos.
  • Defina o seu objetivo com o evento. Você pretende fazer contatos, assistir palestras, participar de workshops ou vender HQs? Todos esses objetivos são válidos, mas você dificilmente conseguirá realizar com excelência todos eles numa mesma ocasião. Se o seu objetivo é vender, evite sair da sua mesa (levar um lanche e uma garrafa para água ajudam muito nisso, mas NUNCA coma enquanto estiver na mesa). De preferência, fique em pé e com um sorriso no rosto. Esteja disposto a interagir mas sem sufocar a pessoa (esse equilíbrio só é encontrado através de tentativa e erro).
  • Uma dúvida muito comum para o quadrinista de primeira viagem (e até de muitas viagens) é a quantidade de exemplares levar para o evento. Se seu quadrinho esgotar, vai ficar aquele sentimento de “podia ter trazido mais”, se sobrar, fica aquela frustração de ter que voltar com o material pra casa. Mas conversando com vários colegas percebi que a média de vendas para o primeiro evento girava em torno de 100 exemplares vendidos em convenções grandes como FIQ, CCXP e Bienal de Quadrinhos de Curitiba. Se for um evento menor, essa conta vai cair bem.
  • Coloque seu nome em destaque no banner. Ele é a sua bandeira. Use também a parte frontal da mesa. O visitante que te procurar provavelmente reconhecerá seu nome mais facilmente que seu rosto.
  • O visitante da convenção tem uma variedade imensa de títulos para analisar e decidir o que mais o interessa. E fica difícil decidir se ele só tem acesso à parte gráfica da obra. Por isso, é essencial que você tenha uma sinopse curta e afiada sobre suas histórias. Conheça sua história e tire proveito das características dela. O Pedro Balboni tem uma forma de vender seus livros de tiras com um simpático desafio ao possível leitor. Ele entrega o livro na mão da pessoa e pede para que ela abra em qualquer página e solta: “garanto que você vá gostar” nunca vi ninguém recusar a este desafio e nem a se contentar a ler somente uma tira. Eu, como não tenho tiras, uso um script decorado dos meus títulos: “Jesus Rocks” conta a história de Jesus se ele fosse um rockstar. Ele monta uma banda e eles vão tocar no Rock In Rio Jordão e fazem cover de Metallica, Black Sabbath, Ramones, Queen, Beatles… E essas bandas e músicas vão fazendo parte da história. “Feliz Aniversário, Minha Amada” é um triângulo amoroso bizarro. A história conta os planos do marido pra se livrar do amante. E foi indicada ao HQMix como melhor publicação independente. Eu resumo a história com uma frase curta: “a história de Jesus se ele fosse um rockstar” e “um triângulo amoroso bizarro”. E acrescento poucos detalhes essenciais que acredito que vão aguçar a curiosidade do possível leitor. Essa estratégia me trouxe números de venda bem melhores e, como é fácil de decorar, quem divide a mesa comigo memoriza fácil e consegue oferecer quando eu preciso me ausentar da mesa. O Eric Peleias que o diga. Como ele também é um seguidor dessa estratégia, sempre que dividimos a mesa ele sabe vender meus gibis e eu os dele.
  • Se você está dividindo a mesa com alguém, trabalhe em equipe. A venda de um, pode impulsionar a do outro. E sua mesa fica ativa mesmo quando você recebe o “chamado da natureza”. Por isso, procurem ter sintonia. Não apresente seu gibi se o visitante está interessado no gibi do amiguinho ao lado (mesmo que seja seu vizinho que não está dividindo a mesa com você) Espere o momento certo de iniciar a abordagem.
  • Saiba com quem dividir a mesa. O ideal é dividir com alguém que tenha um trabalho próximo do seu, ou pelo menos que atenda públicos parecidos. Se isso acontecer, a chance de uma pessoa de interessar pelos trabalhos da mesa como um todo são maiores e existe a possibilidade dos dois fazerem uma venda em conjunto. Caso contrário, o público que você captar não se interessará pelo trabalho do seu colega e vice-versa. E como temos espaço limitado de frente de mesa, geralmente estará ocupado pela pessoa a qual o trabalho está sendo apresentado e impede outras pessoas de se aproximarem. Por exemplo, se seu colega de mesa tem um trabalho de graphic novels eróticas e o está apresentando a um leitor em potencial, você terá dificuldades de espaço físico para convidar uma outra pessoa para apresentar o seu trabalho de tiras de humor infantis. Pode ser que alguém se interesse por trabalhos antagônicos? Pode, mas a probabilidade é menor.
  • Se a pessoa mostrou interesse pelo seu trabalho, pergunte se você pode apresentá-lo. Lembra da sinopse acima? 😉 Muitas pessoas são tímidas e não se sentem muito confortáveis em se aproximar da mesa. Convide para que ela se aproxime. Deixe um exemplar disponível para ela folhear, deixe-a à vontade. Mas também, não force a pegada! Não vá empurrando os gibis pra ela.
  • Para que o possível leitor visualize melhor tudo o que você está oferecendo, capriche na exposição de todos os produtos de forma organizada na mesa. Não deixe vazia ao ponto de parecer que alguém esqueceu o gibi lá, nem coloque tudo de qualquer jeito de forma que seja difícil para ele focar em uma coisa específica. E sempre que possível, procure diferenciar da sua mesa das outras:
    Murilo Martins em atrás de sua mesa vendendo suas publicações em um evento de quadrinho
    O Murilo Martins certamente ganharia o HQMix de “mesa mais legal” todos os anos.
    A Luiza McAllister e o Thiago Lehmann trazem multidões para a mesa do 2Minds tanto pelo trabalho como pela apresentação dos produtos.
    Pense nesta organização até na hora de fazer a mala que servirá de estoque embaixo da mesa. Muito cuidado com o peso da mala caso o evento aconteça em outra cidade. Excesso de bagagem pode tirar boa parte do lucro das suas vendas.
  • Utilize a parte de baixo da mesa a seu favor.
    • Mantenha o estoque o mais organizado possível. Saiba onde está cada título para reposição.
    • Leve fitas adesivas, tesoura/estilete, toalha para forrar a mesa, carregadores de celular e da maquininha, barbante, adaptadores de tomada e extensão elétrica. Geralmente a organização só disponibiliza uma tomada por mesa e você não vai querer ter que revezar entre o carregamento do seu celular, da maquininha de cartão e os mesmos do seu colega de mesa.
    • Por falar nisso, não levar maquininha de cartão geralmente significa perder no mínimo 30% das vendas e esse número aumenta a cada ano.
  • Mantenha objetos de valores em locais seguros e o dinheiro sempre junto ao seu corpo. O público em geral é muito amigável, mas infelizmente é comum acontecerem furtos em locais com muitas pessoas. Não dê margem pra isso. Eu uso e sugiro um porta-notas. São mais discretos que pochetes, mais práticas que carteira e ainda tem compartimentos que separam notas maiores do troco. Por falar no troco, precifique com números redondos. E leve notas baixas para isso. Facilita sua vida e a do público.
  • Pense nos preços individuais e em conjunto. Meu exemplo particular: tenho um título a R$ 8 e um a R$ 12 para que juntos possam somar um número redondo (R$ 20). Se a venda em conjunto não aconteça, eu tenho cards baratos que muitas vezes funcionam como troco.
  • Mantenha um controle simples de entradas e saídas. Saiba quantos exemplares você está levando de cada título e vá tocando a cada venda para controlar no final.
  • Tenha certeza da grafia do nome do leitor que comprou a HQ antes de fazer a dedicatória. Nenhum “Filipe” vai querer um livro escrito “Felipe” nem a “Luiza” aceitará pagar pelo gibi da “Luisa”. Em muitos casos, é melhor escrever em um rascunho antes de assinar. Se meu pai passar na sua mesa, escreva “ANICETO” e confirme com ele antes. É eu sei. ¯\_(ツ)_/¯
  • Pense em como seu leitor vai transportar seu produto. Vende pôster? Não espere que ele traga um canudo ou uma pasta A3 de casa. Sua HQ tem um formato inovador em A2? Já pense nessa solução antes do evento. Na maioria dos casos, uma sacola resolve.
  • Seja sempre simpático e educado com todos. O funcionário da limpeza, a equipe do evento, os colegas quadrinistas e o público são igualmente importantes. É a coisa certa a se fazer. Além disso, uma cara feia da sua parte pode afastar um potencial leitor.
  • Procure controlar suas expectativas e ficar de olho para que não saiam do controle. Antes de ir para um evento, você fez um planejamento do que esperava para ele, certo? Ao longo do dia vá ajustando suas expectativas e seus esforços. Às vezes as vendas estão mais fracas e você pode querer libertar seu lado vendedor; às vezes não há nada que você possa fazer para melhorar a situação. Procure compreender o momento e saiba que cada evento é uma batalha de uma luta maior, que você mesmo escolheu lutar. Você não pode tudo, mas dê tudo o que puder de si. Sempre.
  • Outros conteúdos sobre o assunto:

Não há atalhos no Mercado de Quadrinhos

É o meu primeiro evento com mesa/stand. E agora?

25 Razões do Porquê de Você Não Fazer Dinheiro nos Eventos de Quadrinhos

Strippers #10 – Assessoria e Planejamento com Pietro Progetti


21 Dicas para um quadrinista independente
12 Dicas para uma quadrinista independente – Parte II

Print ou quadrinho? Ou os dois?

Dois personagens colando cartazes com os dizeres "proibido afixar cartazes". Um deles está com o pé dentro do balde de cola, o outro segura uma vassoura e o encara com raiva.

Print, pôster, cartaz, enfim. Independentemente da forma que você chame, a discussão sobre a venda deste material em eventos de quadrinhos tem se tornado frequente entre os autores.

Antecipo que a intenção deste texto não é trazer conclusões, mas ser um pontapé no debate. E é bom deixar claro também que esta reflexão não se aplica aos casos de prints autorais como por exemplo, o Vitor Cafaggi fazer um print do Valente, ou a Bianca Pinheiro do Bear. Mas sim de prints de figuras consagrados na cultura pop como super-heróis e personagens de filmes, séries, jogos, etc.

Enquanto um lado acredita que a longo prazo a cultura de vendas de prints em eventos pode matar a produção de quadrinhos, o outro lado não vê motivos para abrir mão de um material lucrativo em função de “romantismo”.

Explico: É notável o apelo que os chamados prints de fanarts, cartazes feitos com personagens da cultura pop, tem para com os visitantes dos eventos de quadrinhos. É comum vermos pessoas que preferem gastar algumas dezenas de reais em prints do que em quadrinhos. E enquanto alguns artistas procuram tirar proveito do movimento para fazer dinheiro, outros tem receio que a cultura da produção autoral se desmotive em função dessa prática.

“Não entendo exatamente o que os compradores dos prints estão atrás, já que é uma arte reproduzida, sem sequer uma aura de uma arte original, comissionada.”
Guilherme Kroll

 

“Eu tento fazer sempre prints de personagens que já estão em domínio público ou de imagens minhas mesmo. Mas também não acho absurdamente grave uma fanart.”
Rebeca Prado

 

“Acho algo normal, da mesma forma que cantores e bandas fazem cover por exemplo. Faz parte do crescimento do artista, de como ele se mostra para o publico e os possíveis contratantes.”
Herbert Berbert

 

“Eu fico incomodado quando a pessoa leva um print e não meu trabalho autoral. O foda que se o print não for uma fanart, dificilmente a pessoa leva.”
Vencys Lao

 

“Não temos como educar o consumidor a só comprar quadrinhos, o fato é que se negligenciarmos os prints, simplesmente vamos deixar de ganhar um dinheiro que é necessário para seguir em frente. Eu pessoalmente acho isso um purismo.”
Hiro Kawahara

E sobre o aspecto legal da coisa, é bom deixar claro como o mercado enxerga a coisa. Há o entendimento por parte da maioria dos eventos de quadrinhos em diferenciar a impressão da arte em papel e a aplicação em outros produtos.

Em entrevista à vigésima sexta edição do podcast Confins do Universo no exato minuto 60, Ivan Freitas, um dos organizadores da CCXP, diz sobre produtos:
“Não pode ter pirataria (…) tipo: ’Ah, eu vou vender uma caneca com desenho do Garfield’. Se não tem licença, você não pode vender.”
Sobre prints:
“Não cabe ao evento dizer o que pode (…) até porque a gente não é detentor destas licenças” e “historicamente as editoras têm sido lenientes com este tipo de coisa (…)”

Ainda assim, alguns artistas veem um certo incômodo na prática.

“Acho um tiro no pé fazer fanart. Pode ser bom em um primeiro momento, mas acho um investimento meio burro a longo prazo. Mas nos casos de pessoas que gostam demais de fazer fanart, proibi-las de fazerem isso seria errado também.”
Mika Takahashi

 

“Acho bem delicado, e eu mesma não me sinto super confortável em vender. [Por outro lado] é um produto que não veríamos em outras condições. Por exemplo, uma mulher maravilha no traço da Lu Caffagi. É um produto único pelo estilo, também tem seu mérito e grande valor pro público.”
Fernanda Nia

Aqui vão alguns pontos sobre ambos os lados da discussão:

Prints são muito mais vantajosos no aspecto monetário para os artistas porque um trabalho de algumas horas gera um produto com uma margem de no mínimo 200% de lucro. E geralmente, isso não se repete na venda da HQ que leva meses ou até anos de produção.

“Pra mim é negócio. Tenho que vender pra manter meu negocio funcionando. Escolher o que vender, com uma oportunidade dessas, gente disposta a comprar sua arte e recusar por princípios é tolice.”
Hiro Kawahara

Como a maior parte do público nacional em eventos ainda é inexperiente, muitos ali preferem prints de personagens famosos a arriscar conhecer um novo universo através de um quadrinho desconhecido. O print serve como um “certificado” de fã. Vários visitantes chegam às mesas dispostos a pagar o dobro pelo print do que gastaria com a compra do quadrinho.

“A venda de print é um complemento de renda e não é uma busca menos honrosa que a venda de quadrinhos. Assim como o brasileiro não tem o costume de ler, ele também não tem o costume de apreciar arte ou comprar arte e pendurar na parede de casa. O print é o primeiro passo pra muita gente desse consumo de arte.”
Leonardo Maciel

A compra do print não valoriza o artista. Em geral, o visitante não quer um print do Deadpool “pelo Herbert Berbert”, ou um print de LoL “pela Luiza Mcallister”. O importante é apenas o tema. Não são raros os visitantes passando de mesa em mesa perguntando: “Tem print do Homem-Aranha?”, “Tem print da Mulher-Maravilha?”, etc.

“Print vender mais que HQ acaba desanimando a produção do autoral. Pra mim seria legal que o material autoral ainda tivesse mais relevância e foco. [Mas] não dá pra ficar só no romance ideológico da coisa. Infelizmente.”
Ricardo Tokumoto

É sabido como quadrinistas e ilustradores tem dificuldade em obter lucro com a produção autoral. Seria justo tirar uma das únicas oportunidades que são geradas com a venda dos prints? Mas será que esta “oportunidade” não pode prejudicar o fomento do mercado de quadrinhos a médio/longo prazo?

“Entre os artistas tem uma visão muito romantizada e pouco comercial. Dizem que ‘vai ofuscar sua produção autoral’. Ora, todo mundo quer vender seu quadrinho autoral e não só o print. Enquanto isso não acontece, use todos os artifícios para chamar atenção.”
Paulo Borges

Se todos os quadrinistas pararem a produção dos prints, não estariam neglicenciando uma demanda do mercado? E mesmo assim, como proceder com artistas que vão para eventos só com prints para vender, sem nenhum quadrinho?

“Acho complicado qualquer tentativa de coibir isso. Se a gente limitar por isso, a gente tira os ilustradores do evento. E os eventos já foram descobertos por eles e não podemos pedir que eles se retirem. Pelo contrário, a gente quer que mais gente participe dos eventos. E isso tudo passa por uma educação do público. E quem educa é o bolso.”
Sidney Gusman

 

“É chato ver que seu print do Batman tá vendendo melhor que seu quadrinho. Mas isso não significa necessariamente que ele está roubando as vendas do mesmo.”
Leonardo Maciel

 

“Não acredito absolutamente que a venda dos prints prejudique o quadrinista a longo ou médio prazo. Sem prints os quadrinhos venderão a mesma coisa. É um GRANDE erro acreditar que, se o autor não vender os prints ele vai vender mais quadrinhos. Simplesmente ele não vai vender nada.”
Hiro Kawahara

Como se pode ver, as opiniões sobre a comercialização dos prints em si são bem diversificadas. Mas quando se trata da compra exclusiva de prints, onde o quadrinho fica totalmente de fora, acredito que falo em nome de todos os autores que é como optar pelo cartão postal de um lugar, mesmo que a passagem para visitá-lo esteja no mesmo valor. 🙂

“Reparos” é selecionado pelo ProAC!

Sr. Divar numa oficina de eletroeletrônica consertando um equipamento

Timing é receber a notícia que “Reparos”, minha nova HQ baseada no meu relacionamento com meu avô materno, foi selecionada pelo ProAC exatamente dois anos depois da morte dele. A previsão de lançamento é no final de 2017.

Todo projeto inscrito no ProAC tem que enviar 3 páginas já finalizadas, que você pode conferir na página do projeto no Facebook.

Junto com o álbum vou lançar um áudiodocumentário com os processos de produção. Eu comecei a registrar tudo desde o momento da concepção da ideia, do roteiro e vou até o envio pra gráfica e tudo mais.

Já fiz algumas entrevistas com leitores, não-leitores, quadrinistas, etc. Mas quero fazer mais. Então, me diz aí. O que você quer saber sobre a produção de um quadrinho? 🙂

“Feliz Aniversário, Minha Amada” no HQ Mix

É com muita alegria que anuncio que “Feliz Aniversário, Minha Amada” foi selecionada para concorrer ao HQ Mix como “Publicação Independente de Autor”!

É a primeira vez que concorro ao prêmio, e além da indicação recebida pelo gibi, também concorro como “Novo Talento – Roteirista”. o/

Torçamos e aguardemos o resultado. Lembrando que “Feliz Aniversário, Minha Amada” continua disponível para leitura gratuita pelo hotsite e a venda do exemplar impresso pode ser feita pelo mesmo canal.

FIQ 2013

“Então é natal…”

Bom, pelo menos é o natal de todo quadrinista brasileiro, o FIQ!

Começa hoje o Festival Internacional de Quadrinhos em Belo Horizonte. A partir de amanhã, quinta-feira, estarei no estande “Quadrinhos Inquietos”, onde fico até o fim do evento, com caixas “Feliz Aniversário, Minha Amada” e os últimos resquícios de “Jesus Rocks”.

No sábado, dia 16, às 20h, estarei na Praça Mauro Martinez para uma noite de autógrafos. Mas nada impede de comprar e pegar dedicatória em outros dias ou horários. 🙂

Chegando por lá, me procure para batermos aquele papo!

“Feliz Aniversário, Minha Amada”

Depois de um longo tempo me dedicando à publicação da minha segunda história em quadrinhos, ei-la:

Feliz Aniversário, Minha Amada” está disponível gratuitamente na versão digital através do hotsite, e para aqueles que preferem o bom e velho papel, a versão impressa pode ser adquirida na mesma página pela bagatela de r$ 12, com o frete já incluso.

Tive o grande prazer de ter como prefácio, um texto do grande Fábio Yabu ou será que foi o Abu Fobiya quem escreveu? De qualquer forma, abaixo separo um trecho:

“Na história ‘Feliz Aniversário, Minha Amada’, Brão Barbosa nos permite adentrar um pouco em sua mente, um complexo labirinto pincelado a sangue e nanquim, construído com ironia e sadismo. Eu não garanto que você vai voltar, mas posso assegurar que se divertirá um bocado.”

Quer saber sobre do que se trata a história? Leia a sinopse e baixe agora “Feliz Aniversário, Minha Amada”:

“Até que ponto uma pessoa pode ir para fisgar seu verdadeiro amor? Qual o preço a pagar? Quais as consequências? São perguntas que muitos passam a vida se perguntando. Benício não. Ele sempre soube as respostas.”

Posso não ter zerado a vida, mas não estou jogando no easy

Como já havia postado, tive a grande satisfação de fazer a ilustração da capa do catálogo 2013 da Montegrappa.

Além disso, tive a satisfação de ser mencionado por Jovem Nerd e Azaghal!

No último NerdOffice, aos 33m48s, eles estão com o catálogo em mãos e no Nerdcast de hoje eles contam um pouco mais desta minha história a partir do minuto 14.

E meu amigo Kiliano ainda me colocou uma pergunta que está martelando na minha cabeça desde então:

“você concebeu a idéia de que Sylvester Stallone deve ter segurado seu trabalho?” LOPES, Kiliano 2013.

Durma com essa! 🙂

 

Clique aqui para ouvir o Nerdcast citado e abaixo o NerdOffice